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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Quem é você de verdade?


Entre máscaras e cabides, como viver escondido entre ser herói e vilão?

Foto: Hora de levar as cores à mesa
Gui Zambonini

O filósofo inglês Francis Bacon disse uma vez que “todas as cores concordam no escuro”. Em tempos de intolerância e de iniquidade, qualquer sombra torna-se mais acolhedora que um pequeno fecho de luz. Mas a custo da felicidade de quem? Dos olhares de repreensão de quem enxerga aquém, ou dos que se inibem por receio de se tornarem uma decepção na paleta de cores moldada pelo próximo?

O aconchego do armário vai muito mais além do que os cobertores dobrados para amaciar o medo e transformá-lo em ternura. É como se cada peça de roupa pendurada em um cabide, fosse uma verdade vedada e protegida por um material impermeável de ações e reações. Ledo engano. Nem mesmo a textura mais macia pode resistir às sujidades porta à fora da madeira, da vida ou de quimeras o coração.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Fim da novela Fina Estampa

Descubra os detalhes da reta final da novela que fez o Brasil parar em frente à TV


Último capítulo é sempre a mesma história: casal principal termina junto, a vilã paga por todas as maldades, acontecem casamentos, a taxa de natalidade aumenta com mais uma leva de nascimentos e todos acabam felizes para sempre. FIM. Certo? Errado! Se depender do dramaturgo Aguinaldo Silva, as duas horas finas de Fina Estampa serão marcadas por ação, romance, acerto de contas e um quase “felizes para sempre”.

Depois de começar a trama como ‘Pereirão’ e de ser humilhada pelo próprio filho, Griselda (Lília Cabral) ainda será sequestrada por Tereza Cristina (Christiane Torloni) e Ferdinand (Carlos Machado), que a prenderão em uma cabana. Depois de deixá-la sozinha, Tereza matará Ferdinand em uma banheira de motel, jogando um secador de cabelo ligado na água. Decidida a também matar a portuguesa, a vilã retorna à cabana e coloca fogo no local. Por sorte, Antenor (Caio Castro) e Patrícia (Adriana Birolli) chegam a tempo de impedir o crime.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Vida da Gente: a ficção disfarçada de realidade

Lícia Manzo encerra o seu primeiro folhetim com declaração à vida


Criar uma obra de ficção que prenda a atenção de um público cativo e que desperte a atenção de mais pessoas ao longo da exibição dela; que repercuta na mídia e faça com que pessoas comentem e se identifiquem com a história, não é um trabalho simples para o autor, elenco, diretor e equipe de apoio. Nem os melhores atores garantem as maiores audiências. Tudo incerto até o novelista demonstrar sublimidade, respeito e verdades, assim como foi em “A Vida da Gente”.

Frente à sua primeira novela como autora principal, Lícia Manzo mostrou que um folhetim não precisa de apelação para atrair público e chegar aos televisores das famílias de todas as regiões do país. Uma história simples, cujo envolvimento foi humano, fez com que os críticos por de trás das TVs – aqueles que acompanharam diariamente a obra –, se apegassem à trama de Ana (Fernanda Vasconcellos), Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso).