Entre máscaras e
cabides, como viver escondido entre ser herói e vilão?
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| Foto: Hora de levar as cores à mesa Gui Zambonini |
O filósofo inglês Francis Bacon disse uma vez que “todas as cores concordam no escuro”. Em tempos de intolerância e de iniquidade, qualquer sombra torna-se mais acolhedora que um pequeno fecho de luz. Mas a custo da felicidade de quem? Dos olhares de repreensão de quem enxerga aquém, ou dos que se inibem por receio de se tornarem uma decepção na paleta de cores moldada pelo próximo?
O aconchego do armário vai muito
mais além do que os cobertores dobrados para amaciar o medo e transformá-lo em
ternura. É como se cada peça de roupa pendurada em um cabide, fosse uma verdade
vedada e protegida por um material impermeável de ações e reações. Ledo engano.
Nem mesmo a textura mais macia pode resistir às sujidades porta à fora da madeira,
da vida ou de quimeras o coração.


